O MUNDO É UM MOSAICO DE PONTOS DE VISTA. APRENDEMOS MUITO COM OS PONTOS DE VISTA DOS OUTROS, E PERDER NEM QUE SEJA UM PEDAÇO DESSE MOSAICO É UMA PERDA PARA TODOS NÓS.
(DAVID CRYSTAL)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PLANO DE AÇÃO


PLANO DE AÇÃO

CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE CASA DE ACOLHIMENTO PARA MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

  • IDENTIFICAÇÃO

Nome: Cecília Umbelina Roza
Local de trabalho atual: Prefeitura Municipal de Marataízes - ES
Cargo/função: Assistente Social
Pólo: Mimoso do Sul
Professora on-line: Denise Pinto Vasconcelos
Finalização do Módulo 2: 30 / 09 / 2011

  • OBJETIVO GERAL

Acolher temporariamente às mulheres vítimas de violência doméstica e maus tratos, acompanhadas ou não de seus filhos menores.


  • JUSTIFICATIVA

Enquanto assistente social no Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS, em Mimoso do Sul/ES, no período compreendido entre 2008 e 2010, foi possível identificar inúmeros casos de mulheres que sofrem violência doméstica, e vários tipos de agressão, e que ao buscarem assistência e apoio psicológico no referido Programa ficam à mercê dos seus agressores por não terem onde se abrigar com seus filhos, quando os tem. Essas mulheres tentam vencer o medo chegando a denunciar a violência por elas sofrida. Contudo, se não bastasse o constrangimento e humilhação que muitas vezes se submetem ao chegar numa Delegacia de Polícia comum para fazer o boletim de ocorrência, ainda correm riscos e sofrem pelo pavor de retornarem às suas casas e serem novamente agredidas e/ou violentadas. Normalmente, essas mulheres são dependentes financeiramente de seus agressores, não tendo condição de sustentarem seus filhos, ou sua auto-estima encontra-se tão baixa a ponto de não suportarem sequer, a idéia de viverem fora daquela situação de opressão. Então se sujeitam à situação de graves riscos por não conseguirem sozinhas superarem tal situação. Ao procurarem apoio na Assistência Social, na Saúde, enfim na rede de serviços municipais para se protegerem, também pela falta de estrutura do município de Mimoso do Sul, continuam em situação de riscos por não haver um local apropriado de proteção para se abrigarem enquanto buscam e lutam por seus direitos.
Baseado nisso, há a necessidade de se criar e implantar casa de acolhimento para mulheres vitimizadas pela violência doméstica, juntamente com seus filhos, no caso de correrem riscos de até mesmo perderem suas vidas nas mãos de seus agressores.
Tal política de segurança e acolhimento está previsto na Política Nacional de Assistência Social – PNAS (2004), ao se referir aos serviços de proteção social especial de alta complexidade garantindo àqueles que precisam de proteção integral concernentes à “moradia, alimentação, higienização e trabalho protegido para famílias e indivíduos que se encontram sem referência e, ou, em situação de ameaça, necessitando ser retirados de seu núcleo familiar e, ou, comunitário”, como por exemplo, as Casa Lar, as Repúblicas, Casas de Passagem e os Albergues. Na PNAS conta também que:

Por segurança da acolhida, entende-se como uma das seguranças primordiais da política de assistência social. Ela opera com a provisão de necessidades humanas que começa com os direitos à alimentação, ao vestuário, e ao abrigo, próprios à vida humana em sociedade.
(...) Outra situação que pode demandar acolhida, nos tempos atuais, é a necessidade de separação da família ou da parentela por múltiplas situações, como violência familiar ou social, drogadição, alcoolismo, desemprego prolongado e criminalidade. (p. 25)

Segundo dados disponibilizados pela Delegacia de Polícia Civil do município de Mimoso do Sul, em 2010, apenas 38 casos de violência foram denunciados.

Falar de violência de gênero pressupõe o entendimento de que homens e mulheres têm participação social não-igualitária em função de sua condição sexual e tomam parte em um universo simbólico que legitima esta desigualdade, normatizando um padrão de relações sexuais hierárquico, também denominado relações sociais de gênero (AZEVEDO, 1985).

  • DESCRIÇÃO

Ao trabalhar com famílias vitimizadas pela violência, terapeutas de família (Brendler et al., 1994; Kaufman, 1994; Fishman, 1996) enfatizam a importância de um espaço para as pessoas construírem um senso de autoconfiança, utilizarem redes de apoio, estabelecerem limites para comportamentos abusivos e reorganizarem as regras familiares em torno das fronteiras estabelecidas. Araújo (1996) define que “violência de gênero pode ser definida como qualquer ato de violência que resulta ou pode resultar em dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico causado à mulher, inclusive ameaças de tais atos, coerção ou privação arbitrária de liberdade em público ou na vida privada”
No Brasil, nos últimos 20 anos, foram criados serviços voltados para a questão, como as delegacias de defesa da mulher, as casas-abrigo e os centros de referência multiprofissionais que têm enfocado, principalmente, a violência física e sexual cometida por parceiros e ex-parceiros sexuais da mulher. Na última década, foram criados os serviços de atenção à violência sexual para a prevenção e profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis (DST), de gravidez indesejada e para realização de aborto legal, quando for o caso.

Nos anos anteriores, as mulheres que recorriam às Delegacias em geral sentiam-se ameaçadas ou eram vítimas de incompreensão, machismo e até mesmo de violência sexual. Com a criação das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) o quadro começou a ser alterado. O serviço nas DDMs era e é prestado por mulheres, mas isto não bastava, pois muitas destas profissionais tinham sido socializadas numa cultura machista e agiam de acordo com tais padrões. Foi necessário muito treinamento e conscientização para formar profissionais, mulheres e homens, que entendessem que meninas e mulheres tinham o direito de não aceitar a violência cometida por pais, padrastos, maridos, companheiros e outros. Esta tarefa de reciclagem deve ser permanente, pois os quadros funcionais mudam e também os problemas. (BLAY, 2003)



  • CRONOGRAMA

MEDIDA
QUEM
COMO
ONDE
POR QUE
QUANDO
1
Formar Comissão
de Implantação
PMMS
Assembléias, palestras e projetos de divulgação
Município
Para que todos conheçam o que estará sendo criado
1° e 2° mês
2
Nivelamento de Conhecimento
Assistentes Sociais e Psicólogos
Cursos e aulas práticas
Sala de Aula
Para conhecer o que a Comissão entende sobre a ação proposta
2° e 3° mês
3
Conhecimento de Realidade
Comissão
Levantamentos de estatísticas quantitativas e qualitativas
Município
Para saber onde atuar, qual público atingir
2° ao 4° mês
4
Demais atividades
Comissão
Através de acompanhamento psicossocial e oficinas de geração de trabalho e renda, ou conforme a situação que se apresentar.
Município
_
A partir do 4º mês

  • POPULAÇÃO BENEFICIADA

Mulheres com ou sem filhos do município de Mimoso do Sul – ES.

  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AO GÊNERO. Pesquisa Quantitativa Realizada no Município de Mimoso do Sul. Postado Por Lesley Mara Dos Santos e Isabela Vivas Ferraz Scalco Costa. Disponível em: <http://aogenero.blogspot.com/>. Acesso em 03 out 2011.

AZEVEDO, M. A. Mulheres Espancadas – A Violência Denunciada. Rio de Janeiro: Cortez, 1985.

BLAY, Eva Alterman. Violência contra a mulher e políticas públicas. Estud. av. [online]. 2003, vol.17, n.49, pp. 87-98. ISSN 0103-4014. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S010340142 003000300006>. Acesso em 04 out 2011.

PNAS. Política Nacional de Assistência Social. RESOLUÇÃO Nº 145, DE 15 DE OUTUBRO DE 2004. Disponível em: http://www.sedest.df.gov.br/sites/300/382/00000877.pdf. Acesso em 05 out 2011.


Plano de ação

Mês da cidadania
Desconstruindo o preconceito e a discriminação
no contexto escolar
                                                                     *Arine Rodrigues Alves

Objetivo:
          Com o auxílio da Sociologia e da Filosofia fazer da escola um ambiente de conscientização sobre a importância de exercer o respeito ao direito de igualdade de todo cidadão. Com o objetivo de modificar, através da nova geração que ali está sendo formada, o pensamento discriminativo e preconceituoso historicamente construído, que determinou as “diferenças” entre homens e mulheres na sociedade.

Justificativa
           O mundo vive um momento de intensa globalização e desenvolvimento tecnológico, onde as distâncias, virtualmente, conseguem ficar cada vez menores, o acesso às informações estão mais disponíveis e velozes.  É uma sociedade pragmatista, onde as coisas se modificam e inovam-se em questão de segundos. Porém, mesmo com toda essa evolução, pensamentos historicamente construídos, como as diferenças entre os homens e mulheres, continuam enraizados na sociedade e disseminando a discriminação de geração em geração.
           Em primeiro lugar, é necessário entender que a sociedade ao longo do tempo e de sua história, construiu formas de representar o homem e a mulher, que não estão baseadas na anatomia de seus corpos, sexo, mas nos significados e características que indicam o ser homem e o ser mulher. Esta forma de representação denomina-se gênero, um conjunto de fatores construídos por meio de relações socioculturais que revelou a sociedade os parâmetros de masculino e feminino.
        Segundo informações obtidas no site http://www.educared.org, a compreensão do conceito de gênero possibilita identificar os valores atribuídos a homens e mulheres bem como as regras de comportamento decorrentes desses valores. Assim, ficam perceptíveis:
  •  a interferência desses valores e regras no funcionamento das instituições sociais, como a escola;
  • a influência de todas essas questões na nossa vida cotidiana; 
  • a possibilidade de se ter maior clareza dos processos a que estão submetidas às relações individuais e coletivas entre homens e mulheres.
           Outro fator importante relacionado ao gênero é a cidadania. As mulheres foram, durante muito tempo, excluídas de direitos como freqüentar a escola, ao voto, trabalhar sem autorização de um membro masculino da família, entre diversas outras privações. A função atribuída às mulheres era o cuidado do lar e a reprodução.
           A educação tem um papel extremamente importante na construção de uma sociedade livre de qualquer tipo de preconceito e discriminação. O ambiente escolar é o “ponto de encontro” entre várias culturas, onde existe uma grande concentração de diversidade. Discutir as questões de gênero na escola é desvendar e mostrar as discriminações e preconceitos associados ao gênero, com o objetivo de garantir o pleno exercício da cidadania.
           A escola tem o dever de intervir impedindo que a prática se prolifere. Mas, para que esse objetivo seja alcançado, é preciso que os profissionais da educação sejam capacitados para melhorar o ambiente escolar e as relações interpessoais. E como afirma Cleo Fante (2005), ao falar de um tipo muito comum de discriminação que vai além dos gêneros, chamado Bullying, deve-se promover na escola a solidariedade, a tolerância e o respeito às características individuais, utilizando estratégias adequadas à realidade educacional que envolva toda a comunidade escolar. É utilizar a educação para interromper esse processo, que acarreta a perpetuação de uma cultura de desigualdades.
          No ambiente escolar é possível verificar os vários papéis que os gêneros representam, disfarçados entre os conceitos de feminino e masculino. As brincadeiras na escola ajudam a discernir as condutas de gênero historicamente construídas, onde meninos se aproximam de brincadeiras de luta, futebol, enquanto as meninas brincam de bonecas e de casinha, fato que lembra o ambiente caseiro, o trabalho doméstico. Uma manifestação diferente dessas condutas no ambiente escolar entre os alunos pode causar discriminação e brincadeiras maldosas. É preciso mudar esta realidade.
           Cabe ao educador não definir os gêneros impondo comportamentos, ele deve incentivar os indivíduos em construção, a fazerem suas escolhas de acordo com suas vontades, para definir sua personalidade e sexualidade de acordo com suas próprias convicções e escolhas. Nem todos os meninos gostam de brincadeiras de luta, ou todas as meninas gostam de casinha. Existem aquelas que já têm uma pré-disposição para o trabalho e este fato não significa que em suas relações afetivas vão optar por relacionar-se com pessoas do mesmo sexo.
         Muitos talentos são reprimidos por essa hierarquia de gênero. O Brasil é o país do futebol, esporte visto predominantemente como masculino, dos gramados à torcida, mas o talento incontestável brasileiro, eleito diversas vezes melhor do mundo, é uma mulher chamada Marta. E mesmo assim, por aqui o futebol feminino não é tão exaltado. É preciso entender e fazer entender que não existem “para meninos e o para meninas”, todos tem direitos iguais de fazer suas escolhas de conduta e comportamento.
           O Brasil vive um momento extraordinário na luta pela quebra dessas desigualdades, posições antes ocupadas por homens e em instituições aparentemente voltadas para o público masculino estão sendo geridas por mulheres. Dois grandes exemplos desse momento merecem destaque: Patrícia Filler Amorim (Presidente do Clube de Regaras do Flamengo) e Dilma Vana Roussef (Presidente da República).
           É preciso fazer a população masculina, desde meninos, entender que se as despesas podem ser divididas com as mulheres, cabe aos homens também dedicar um pouco do seu tempo ao trabalho de casa, o que ocorre com pouca freqüência. Segundo Sorj (2007), os homens casados agora contam com a ajuda das mulheres em seu papel de sustentar o lar, mas estes não dividem o seu tempo com as atividades domésticas.
           Por mais que muito já tenha sido dito sobre as diferenças construídas ao longo da história para rotular homens e mulheres, a sociedade continua educando seus pequenos em uma cultura de diferenciação de gêneros. Criam-se estereótipos para homens e mulheres, que influenciam em suas personalidades.
           O momento de desconstruir diferenças é agora. A escola deve junto com a família, instruir esse ser em formação para entender que essas diferenças de gênero existem, mas que não devem estabelecer condutas, padrões de vida, de moral. É preciso aproveitar as conquistas e as posições que a mulher alcançou na sociedade para mostrar que homens e mulheres podem exercer as mesmas funções, ambos podem capacitar-se e serem profissionais, pais de família, amigos, sujeitos autônomos com direitos e deveres não só adquiridos, mas efetivamente exercidos e respeitados.

 Descrição
           O plano de ação envolve e beneficia toda a escola, porém as turmas de 2º ano do Ensino Médio terão uma maior participação, pois em Sociologia seu eixo no Novo Currículo Escolar, presente no site da SEDU, entre outros temas, engloba trabalho, cidadania e sociedade, assuntos que estão intimamente presentes nas questões de discriminação de gênero. Para melhor execução do plano e não atrapalhar a carga horária de outras disciplinas, também serão utilizadas aulas de Filosofia.
           Serão desenvolvidas quatro atividades ao longo de um mês, contabilizando um total de nove hora/aulas divididas entre as disciplinas de Filosofia e Sociologia, visto que cada uma destas só possui uma hora/aula por semana.

Atividade I:
           Os alunos assistirão ao filme Se Eu Fosse Você. Segundo dados da Wikipedia, é um filme brasileiro de 2005, do gênero comédia romântica, dirigido por Daniel Filho e estrelado por Glória Pires e Tony Ramos, que retrata as diferenças de gêneros e as funções distintas que estes recebem na sociedade. O objetivo é utilizá-lo como abertura para a inclusão do tema.

Atividade II:
           Os alunos farão uma observação no lar. Deverão anotar as atividades, funções e formas de agir, pensar e reagir de um indivíduo do sexo feminino e outro do masculino, preferencialmente seus responsáveis, durante um dia.  Com base nas informações obtidas, ele deverá construir uma redação que relate cada item observado e faça uma comparação entre os dois gêneros. A redação não precisará da identificação do autor, pois será feita uma troca entre os demais alunos e estas serão utilizadas em uma atividade posterior.

Atividade III:
          Os alunos serão levados ao laboratório de informática e à biblioteca para pesquisarem sobre algumas mulheres importantes na história do Brasil e na atualidade. Definidas as personagens, deverão como atividade extraclasse, pesquisar em jornais, revistas e internet, figuras e fotos destas mulheres para levar e confeccionar cartazes na sala de aula. Estes serão pregados nos corredores para que os demais alunos da instituição também possam obter informações sobre estas grandes mulheres.

Atividade IV:
  • Com base em todas as informações obtidas e colhidas através das observações nos lares, após a entrega e redistribuição aleatória das redações, será promovido pelos alunos do 2º EM um debate no auditório, com a presença de todos os alunos da instituição. O objetivo será listar e identificar os comportamentos, modos de pensar, agir e reagir predominante nos ambientes aos quais os alunos estão inseridos e discutir sobre eles. 
  •  Será promovida uma palestra, aberta a toda escola, com um Gestor de Políticas públicas em Gênero e Raça ou em formação, com o objetivo de reforçar a importância de erradicar a desigualdade de gêneros na sociedade.

Avaliação
       O projeto será avaliado de forma contínua, desde o seu início até o seu término, observando as mudanças nos modos de agir, reagir e pensar dos alunos entre os diferentes gêneros.  Ao final será realizada uma avaliação em forma de conversa em sala de aula, onde os alunos terão a oportunidade de relatar o que aprenderam e listar exemplos de preconceito e discriminação que passaram a observar após as informações obtidas.

Recursos físicos e humanos
  • Aparelho de DVD
  • Aparelho de TV 
  •  Laboratório de informática
  • Internet
  • Sala de aula
  • Cartolina
  • Jornais e revistas
  • Canetas esferográficas, canetas hidrocor, cola e tesouro
  • Palestrante
  • Alunos
  • Professores
  •  Auditório
  • DVD (Se eu fosse você)

Cronograma
           O plano terá previsão de nove horas/aulas para ser executado, excluído o tempo do planejamento.

Cronograma com base no mês de outubro de 2011
Dias
   29/09 à 30/09
   03  
  04 e 10
 11 e 17
   18
    24 e 25
        31
Planejamento


     X









Execução (Início)



  X






Atividade I




  X




Atividade II





 X



Atividade III






 X


Atividade IV






     X

Avaliação







    X



População beneficiada
           O plano de ação é voltado para o ambiente escolar. Participarão ativamente os alunos do 2º EM, porém todos os alunos e profissionais da instituição serão beneficiados. Além de oferecer benefícios em longo prazo a toda a sociedade.

Referências Bibliográficas

FANTE, Cleo. Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Verus, 2005.228p.

CONGOLINO, M.L. Sexualidades y Estereotipos Raciales en un Grupo de Estudiantes de La Universidad Del Valle. Dissertação (Magíster en sociología), Facultad de Ciencias Sociales y Económicas, Universidad del Valle, Cali, 2006





http://www.educacao.es.gov.br acesso em: 29 set.2011


SORJ, B.; FONTES, A. & MACHADO, D.C. Políticas e Práticas de Conciliação entre família e trabalho no Brasil. Cadernos de Pesquisa, v. 37, n. 132: 573-594, São Paulo, Fundação Carlos Chagas, 2007.

* Pedagoga, licenciada em Educação Infantil, Séries Iniciais do Ensino Fundamental e Matérias Pedagógicas do Ensino Médio e Gestão de processos escolares e não escolares pelo Centro Universitário Fluminense/ Faculdade de Filosofia de Campos – UNIFLU/FAFIC. arinealves@yahoo.com.br
                           
                                                    Por Arine R. Alves

Plano de Ação


MULHER E O PRECONCEITO NA EDUCAÇÃO
 
Poliana Rodrigues dos Santos
1-APRESENTAÇÃO
O preconceito é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, "racial" e "sexual". O preconceito é um problema social que estar presente nas escolas e na sociedade, onde se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo e inclusive em toda sociedade, pois a escola é um lugar onde se tem formação da ética e da moral das pessoas ali inseridas, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários. Além da discriminação no ambiente escolar, as meninas ainda enfrentam inúmeros obstáculos em sua trajetória educativa, como o trabalho doméstico que realizam; o cuidado com os irmãos e irmãs mais novos; casamentos e gravidez na adolescência; a influência das religiões nas decisões sobre políticas educacionais – em especial as relativas à educação dos direitos sexuais e reprodutivos a pobreza; os conflitos armados; e um entorna escolar perigoso e violento.
A mulher é a maioria nas escolas onde buscam oportunidades para um melhor resultado no mercado de trabalho. A mulher tem sido uma presença crescente em todos os níveis de ensino no Brasil. A realidade do crescimento do espaço feminino tem sido percebida pela participação da mulher em diferentes áreas da sociedade que lhe conferem direitos sociais, políticos e econômicos, assim como os indivíduos do sexo oposto.
A escola é um espaço privilegiado de formação de uma criança, mas não substitui a família e o seu papel na formação do caráter. Uma criança aprende e apreende os ensinamentos familiares, os valores cultivados, o respeito, mas também as práticas nocivas à convivência social que ali na família são explicitadas.
A escola é responsável pelo processo de socialização infantil no qual se estabelecem relações com crianças de diferentes núcleos familiares.
A proposta de uma educação voltada para a diversidade coloca a todos nós, educadores, o grande desafio de estar atentos às diferenças econômicas, sociais e raciais e gênero e de buscar o domínio de um saber crítico que permita interpretá-las, as pessoas em si não percebem que os tempos mudaram que tudo hoje é novo, a mulher é independente, não precisa somente cuidar da casa, ela pode trabalhar, estudar e cuidar da família.
Em nosso município a mulher ela sofre preconceito ao escolher sua profissão, pois seria uma profissão indicada ao ponto de vista para os homens, como por exemplo, uma mulher que escolhe ser médica, policial, etc. Parece ser o fim do mundo em que a mulher não tem como conseguir lidar com a profissão escolhida.

2-OBJETIVO GERAL DA AÇÃO

  • Promover uma pesquisa em relação aos critérios adotados pelas escolas em relação ao índice de preconceito na unidade.
  • Promover palestras focalizando a descriminação.
  • Promover debates entre alunos em relação da descriminação.
  • Passar filme relacionado ao assunto.


3- JUSTIFICATIVA

Para que a escola lute pelos seus ideais é necessário que haja um apoio da sociedade, dos políticos, e principalmente dos alunos e familiares. Para que o preconceito não afete a nossa nação é necessário lutarmos por esse problema fazendo com que os jovens não convivam com esse tipo de injustiça.
Levar esse tema para a sala de aula desde as series iniciais é uma forma de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas, oportunizando momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.

4-DESCRIÇÃO DA AÇÃO

O plano de ação adotará a metodologia onde a pesquisa será o foco do processo. As escolas pesquisadas passarão por uma entrevista onde tratará sobre o assunto do preconceito sobre a mulher, e a profissão que cada mulher se dedicaria em seu futuro, que será aplicada a 10% dos atores enviados - professores, alunos e funcionários objetivando, onde se tiverem amostragem que possa dar qualidade ao resultado da mesma.
Após a aplicação dos questionários os mesmos serão tabulados e seus resultados apresentados às escolas pesquisadas, socializados e debatidos os resultados constarão do resultado conclusivo das pesquisas apresentada.

5- CRONOGRAMA

Elaboração do projeto- 2° quinzena de setembro.
Execução do projeto- 1° quinzena de outubro.


6-POPULAÇÃO BENEFICIADA

Os públicos alvos a ser atendido com estas atividades são:

  • As escolas orientadas e pesquisadas;
  • A população do município;
  •  A família dos alunos das escolas pesquisadas;


7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



http://www.fundaj.gov.br <acesso em30 de setembro de 2011>


http://www.educacional.com.br/reportagens/preconceito/dapraacabar.asp

REFLETINDO GÊNERO NA ESCOLA: a importância de repensar conceitos e preconceitos

É no processo educativo, entre os quais os acionados na família
e na escola, que os padrões de comportamento, as regras sociais,
os valores éticos e morais, os costumes, estereótipos, são
transmitidos para as crianças. A transmissão da cultura ocorre
também através de outros mecanismos sociais, como a mídia ou
a religião, mas família e escola são instituições fundamentais no
processo de socialização dos novos membros da sociedade.
Fazem parte destes padrões culturais as concepções de gênero
que incluem desde os papéis que devem ser desempenhados
por homens e mulheres, até a rigidez de estereótipos de gênero
que resultam quase sempre em preconceitos e discriminações.
Nesse sentido, podemos dizer que nossa sociedade está baseada
em três eixos básicos de estruturas de gênero: a divisão sexual
do trabalho, a heterossexualidade normativa e as hierarquias
generizadas de poder. A estruturação de gênero na sociedade
conforme a heterossexualidade normativa consiste nos diversos
fatos ideológicos e institucionais que privilegiam a heterossexualidade,
incluindo leis, regras políticas, organizações públicas e
privadas. Esses fatos sociais constroem estruturas com diversas
conseqüências na vida de diferentes homens e mulheres, que,
com a variedade de inclinações sexuais, produzem grandes
sofrimentos e limitações à liberdade. Assim, enquanto alguns
procuram ajustar suas vidas aos moldes estabelecidos, visando
aceitação, outros vivem entre silenciamentos e outros ainda, se
rebelam contra essa normatização.
Preconceitos devem ser combatidos com o desenvolvimento
das consciências, com a educação e mediante a luta constante
contra toda forma de discriminação. O juízo negativo que é dado
em nossa sociedade às mulheres e à homossexualidade, tambémé de origem histórica e varia conforme as sociedades e a época
histórica. Estudos apontam que essa discriminação/preconceito
está presente no ambiente escolar. É relevante, portanto, que
as/os profissionais da educação estejam atentas/os para que suas
atitudes dentro e fora de sala de aula não reforcem estereótipos
de gênero e ou de orientação sexual que seja motivo para exclusão
social ou a prática de violência contra pessoas que não se
pautam pela heteronormatividade.
Nesse contexto, as/os profissionais da educação, no processo
de socialização das crianças, algumas vezes contribuem para a
formação de homens e mulheres sexistas e dominadores, que
aprendem a adotar atitudes preconceituosas com relação ao gênero
e à diversidade sexual. É claro que tais profissionais não
são responsáveis pela existência dos padrões sócio-culturais que
existem há séculos e que foram neles introjetados, através de
suas diferentes experiências de vida, porém não se pode negar a
possibilidade de transformá-los via atuação educativa.
A partir dessas considerações, foi elaborado o projeto intitulado
“Refletindo Gênero na Escola: a importância de repensar conceitos
e preconceitos”, cujos resultados são apresentados em
quatro cadernos.

Quer saber mais?
Dísponível em: http://www.ppgte.ct.utfpr.edu.br/grupos/genero/arquivos/G&E1.pdf

                                       Por: Arine R. Alves

Mulheres ao volante, segurança constante!

Por Cristina Silveira em 31/03/2010



Mulher no volante 
“Mulher ao volante perigo constante” é uma frase preconceituosa, machista, mentirosa e carregada de argumentação da profundidade de um dedo, nada, nada contundente! As mulheres conduzem seus veículos de maneira muito mais consciente, vigilante, coerente e tranqüila que os homens. Os dados estatísticos mostrados aqui nos apontam para a veracidade dessa afirmativa. Não é a crítica por si só, mas algumas observações que podem nos levar à reflexão e, quem sabe, à mudança de postura, por um trânsito menos violento e raivoso.
As ruas estão povoadas de milhares de homens ao volante, muito mais do que mulheres, o que torna mais provável que os acidentes causados ou sofridos no trânsito sejam ocasionados por eles. Segundo dados do Denatran (2008), existem 71% de homens ao volante e apenas 29% de mulheres. Em cada 10 veículos que circulam nas ruas, apenas 03 são conduzidos por mulheres. Ainda somos minoria no quesito direção, o que talvez justifique ainda existir preconceito quanto às habilidades femininas de condução de veículos. Da mesma forma, como a maioria das pessoas que trabalha como empregado doméstico é do sexo feminino, os homens são “mal vistos” ao ocuparem essa função, pela conotação que ela tem de “função feminina”.
Com a correria do dia a dia, cada vez mais é necessário estar em vários lugares ao longo do dia. Quase chegamos a contrariar a lei da inviolabilidade dos corpos, querendo ocupar vários lugares ao mesmo tempo, em uma tentativa desesperada de ganhar tempo. E me pergunto para quê? Se o desperdiçamos com a TV e a internet, deixando de curtir o que realmente importa nessa vida: as pessoas que amamos.
27.449 homens perderam a vida no trânsito em 2008. Já o número de mulheres foi bem menor: 4.615. Devemos levar em consideração que algumas dessas mulheres morreram na condição de caronas, não de condutoras. E o número de pessoas feridas também não é nada pequeno: 450.623 homens e 143.550 mulheres. A pressa louca de uns, o egoísmo extremos de outros e o egocentrismo de quase todos frutificaram em muitas perdas, dor e solidão. As mortes e ferimentos no trânsito têm sido mais frequentes que pela violência das grandes cidades.
Quem passa boa parte do dia ao volante, principalmente nos horários de maior fluxo, percebe a quantidade de irregularidades que são cometidas por condutores apressados, arrogantes, impacientes, intolerantes, egoístas e abusados. E, como não poderia deixar de ser, a maioria é do sexo masculino, salvas as devidas proporções, claro. Sinais, faixas, preferências, limites de velocidade e outros condutores são desrespeitados. Motoqueiros vivem no mundo da “baixa costura”, circulando entre os veículos e buzinando o tempo todo, como que exigindo que os carros se espremam nos cantos das pistas para deixar caminho livre para que eles possam “costurar” a vontade. Nos estreitamentos de pista sempre existem os apressadinhos, que não “podem” esperar a vez de entrar na pista e “furam” a fila, entrando na frente dos demais condutores, forçando passagem de maneira perigosa, correndo o risco de danificar o seu carro e dos demais. Haja boa condução nessa hora!
E o que dizer dos condutores de veículos de grande porte? Circulam fora das faixas obrigatórias destinadas a eles, impedem a passagem de carros menores, fazem manobras arriscadas e alguns chegam a ponto de jogar o veículo para cima dos outros carros, dando as famosas “fechadas”, quando percebem que são guiados por mulheres, divertindo-se ao assustá-las. Uma festa de desrespeito!
Algumas ultrapassagens realizadas nas vias terminam em verdadeiros “pegas”, quase sempre protagonizados por homens, que, por motivos que Freud deve explicar, não aceitam ser passados para trás. Nessa hora parece haver uma competição de virilidade, ainda mais se os infelizes estiverem acompanhados de alguma mulher. Aí parecem querer abrir as asas, como pavões e mostrar como são bons condutores a ponto e não se deixar ultrapassar.
Parece tão contraditório que os mesmos homens que são tão gentis com as mulheres, no trânsito as menospreze e até hostilize. O cavalheirismo e a cordialidade não são atributos de todos. E quanto maior o carro menor a capacidade de enxergar o próximo ao volante, neste caso, seja mulher ou homem. Isso Freud também deve explicar.
É claro que existem mulheres que dirigem mal, assim como também existem homens “ruins de roda”, mas o que incomoda é a arrogância da grande maioria dos machos dominantes que acham que mulher combina mais com fogão do que com carros. E também imaginam que, só pelo fato de ser homem, já se dirige bem e, ao verem uma mulher que dirija bem, têm a cara de pau de dizer que ela “dirige como um homem”. Essa demonstração de preconceito contra as mulheres deve ser combatida, assim como qualquer outra forma de preconceito, sejam contra as mulheres, contra os negros, contra os gays, contra os deficientes, contra os pobres, contras os estrangeiros e tantas outras.
Enquanto estamos no trânsito, transportando crianças ou adolescentes, qual é a nossa postura? Somos respeitadores, tanto das regras quanto das pessoas? Usamos de frases preconceituosas em relação às mulheres que encontramos guiando seus veículos nas mesmas vias que nós? Somos generosos e gentis com os demais condutores? Estas reflexões devem ser feitas por nós a cada dia, como forma de autopoliciamento, pois preconceito é algo que se aprende e temos a responsabilidade de formar opinião e postura dos futuros condutores. Nada ensina mais que o exemplo!
*Cristina Silveira é professora do ensino fundamental e médio, pedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem, docente da rede estadual de ensino (RJ) e da rede municipal de Duque de Caxias (RJ), onde atua na Subsecretaria Adjunta de Planejamento Pedagógico e autora do livro Ziraldo na Sala de Aula (Editora Melhoramentos).

                                                    
                                                 Por Arieli R. Alves de Souza