O MUNDO É UM MOSAICO DE PONTOS DE VISTA. APRENDEMOS MUITO COM OS PONTOS DE VISTA DOS OUTROS, E PERDER NEM QUE SEJA UM PEDAÇO DESSE MOSAICO É UMA PERDA PARA TODOS NÓS.
(DAVID CRYSTAL)

quarta-feira, 7 de março de 2012

EXEMPLO DE MULHER GUERREIRA, EM HOMENAGEM À MULHER BRASILEIRA

Com livros achados no lixo, catadora passa em vestibular no ES

 

"Obrigado Deus por esse presente, pela luta e por mais essa conquista". Essas foram as palavras escritas pela catadora de lixo Ercília Stanciany, de 41 anos, que foi aprovada no último vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para o curso de Artes Plásticas. Apesar de ter interrompido os estudos na infância após terminar a 4ª série do ensino fundamental, depois de adulta, ela continuou a estudar pelos livros que encontrava no lixo.



A família de Ercília residia em Belo Horizonte, em Minas Gerais, mas há oito anos se mudou para o Espírito Santo. Foi nessa época que ela, sem alternativas para ajudar a sustentar a casa, resolveu ganhar a vida catando materiais recicláveis.


Ela explicou que o pai a obrigou a parar de ir à escola quando criança para ajudá-lo na marcenaria que trabalhava. "Meu pai falava que de forma alguma eu iria estudar e ainda dizia que eu nunca seria nada na vida", disse.


Livros no lixo
No lixo, ela encontrou muitos livros e um cartaz que anunciava um curso para jovens e adultos em escolas públicas. Ercília se matriculou e, apesar das dificuldades para ir às aulas, se formou no ensino médio.


Uma conquista seguiu a outra, já que no último vestibular da Ufes a catadora foi aprovada no curso de Artes Plásticas. "Quando fui assinar minha matrícula eu tremia. Saí de lá emocionada. Cheguei no ponto de ônibus e perdi até a noção de como chegar em casa", contou.


Sobre arte, Ercília é familiarizada e, desde jovem, desenvolve o talento de fazer pinturas em tecido. Sem dúvidas, a maior arte que sabe fazer é transformar a dificuldade em motivação.

Fonte: globo.com

Acesso em: 07/03/2012

Postado por Cecília Umbelina Roza

MULHERES REFLITAM!!!!!!!

A MÍDIA REFORÇA A CONDIÇÃO DE SUBORDINAÇÃO DA MULHER

Vera Vieira Rede Mulher de Educação  

         Na ‘Idade Mídia’, é incontestável a influência dos meios de comunicação de massa no processo de formação – ou ‘deformação’ – das pessoas.
         O excesso de informações e imagens, em tempo real, vem afetando a vida e a cultura das pessoas, provocando o que se chama de descentramento do ser humano. As pessoas passaram a ter a dimensão do mundo, sem sair de dentro de casa.
         Fica muito difícil avançar na busca por uma sociedade mais justa e igualitária, se as mensagens produzidas pela mídia – com o efeito avassalador que lhe é peculiar – são impregnadas de estereótipos sexistas, racistas e consumistas. Como exemplo, pode-se citar a constante exposição do nu feminino – como objeto de consumo -, propagandas de produtos domésticos que reforçam o papel da mulher como única responsável pelo espaço privado, cenas de novela em que a mulher sofre violência ou com pessoas negras em funções de empregadas, pouco destaque às notícias positivas em que as mulheres são protagonistas, linguagem sexista, etc.
         No dia Internacional da Mulher, queremos relembrar que a inter-relação da comunicação com a educação é imprescindível na luta por um mundo melhor, onde haja igualdade de oportunidades para todas as pessoas. 

         
Nossos ouvidos não são lixeira!! Vamos dar um basta às musicas que pregam violência contra a mulher e discriminação de gênero!  

Estamos diante de uma situação que exige uma atitude urgente para que não continuemos sendo obrigadas a ouvir músicas que insistentemente apresentam a mulher como objeto passível de qualquer desejo masculino, inclusive a violência.   O que dizer de músicas como "Tapa na Cara" , que além de pregarem a violência contra a mulher, como o próprio título já diz, ainda vêm acompanhadas de coreografias para serem dançadas pelas meninas e meninos, simulando o tal tapa?   E a Melô do Tigrão, que diz "vou de jogar na cama e te dar muita pressão" ? E o tal do Jonathan, uma criança, que canta um funk, se dizendo privilegiado porque  já nasceu numa época do "filé do popozão", como se a mulher fosse um objeto, para ser "consumida aos pedaços"?   Essas músicas invadem nossas casas, e permanecem ecoando em nossos ouvidos . São apresentadas em festas e programas infantis, como o da Xuxa, e são cantadas  e dançadas por crianças, que sequer têm o entendimento do que suas letras representam... 

Fonte: Carta de Denise Viola - Cemina – Rede de Mulheres no Rádio (Transcrição parcial).

Disponível em: http://www.redemulher.org.br/dia8.htm         Acesso em 07/03/2012

Postado por Cecília Umbelina Roza

Cidadania da Mulher!

Cidadania
Mulher e cidadã. Será?


Carolina Matta Machado
Embora tenha tido maior repercussão nos últimos dois séculos, a luta pelo direitos da mulher não é nova. No ano da Revolução Francesa, 1789, as mulheres começaram a ensaiar formas de atuação na sociedade. Reivindicavam melhores condições de vida e trabalho, a participação política, o fim da prostituição, o acesso à instrução e a igualdade de direitos entre os sexos.
Nessa época, apareceu na França a revolucionária Olympe de Gouges, uma das primeiras "feministas" da história.
Em 1791, Olympe lançou a "Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã", como uma reação à "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão" (1789). A Declaração defendida por Olympe reclamava o "direito feminino à dignidade, lugares e empregos públicos segundo suas capacidades". Afirmava também que "se a mulher tem o direito de subir ao cadafalso, ela deve poder subir também à tribuna".
Apesar de fazer parte de uma sociedade revolucionária, Olympe de Gouges foi julgada, condenada à morte e guilhotinada no dia 3 de março de 1793. A justificativa foi "ter querido ser um homem de estado e ter esquecido as virtudes próprias do seu sexo". Sua morte foi seguida da proibição de associações femininas na França.

Disponível em:
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/cidadania/0122_2.html    Acesso em 0703/2012

Postado por Cecília Umbelina Roza

Parabéns Mulher pelo Seu Dia!!!!!!!

Mulher: o sol da minha liberdade


Uuma homenagem ao dia internacional da mulher – 8 de março

Prof. Francisco Cândido (Berto)

Houve um tempo e não faz pouco tempo,  que as mulheres eram submetidas a um sistema desumano de trabalho, com jornada de 12 horas diárias, espancamento e ameaças a dignidade humana. Tudo isso estava relacionado ao preconceito, às ideias machistas, bem como a questões de ordem histórico-cultural.

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e uma sociedade mais justa , a partir da igualdade de direitos.

É com a Revolução Industrial, a mais radical transformação já registrada na vida humana, iniciado na Inglaterra na metade do século XVIII,  que ocorrem grandes  mudanças  com desdobramentos não só econômicos, mas culturais, políticos e principalmente sociais. O mundo deixa a era agrícola e entra na era industrial, trazendo consigo a modernidade e o início de um tempo de grandes transformações na relação capital x  trabalho...

Dentro deste contexto, 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada  10 horas. Era 8 de março de 1857, data da primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres. A polícia reprimiu violentamente a manifestação fazendo com que as operárias refugiassem-se dentro da fábrica. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem as mulheres.

De acordo com (Descarries,2002),”
o feminista brasileiro propõe um projeto de sociedade alternativa e coloca como objetivo a abolição, ou ao menos transformação profunda, da ordem patriarcal e de seu poder regulador, em nome de princípios de igualdade, de equidade e de justiça social. Os movimentos feministas reúnem um conjunto de discursos e práticas que dão prioridade à luta das mulheres para denunciar a desigualdade de gênero”.
Historicamente falando, ocorreram grandes avanços com relação a igualdade de direitos e hoje a mulher ocupa um lugar de honra na sociedade.
 Parabéns, mulher de todas as cores, credos, convicções filosóficas.


Disponível em: http://www.espaco-a-berto.blogspot.com/2012/03/mulher-o-sol-da-minha-liberdade.html    Acesso em 07/03/2012

Postado por Cecília Umbelina Roza

terça-feira, 6 de março de 2012

o que é cidadania?

Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.

A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor, e bom dia quando necessário... Até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país.

"A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos."
Juarez Távora - Militar e político brasileiro.


Como surgiu a cidadania?

A idéia de cidadania surgiu na Idade Antiga, após a Roma conquistar a Grécia (séc. V d.C.), se expandindo para o resto da Europa. Apenas homens (de maior) e proprietários de terras (desde que não fossem estrangeiros), eram cidadãos. Diminuindo assim a idéia de cidadania, já que mulheres, crianças, estrangeiras e escravos não eram considerados cidadãos.

Na Idade Média (2ª era - séc. V até XV d.C.), surgiram na Europa, os feudos (ou fortalezas particulares). A idéia de cidadania se acaba, pois os proprietários dos feudos passaram a mandar em tudo, e os servos que habitavam os feudos não podiam participar de nada.

Após a Idade Média, terminaram-se as invasões Bárbaras, terminando-se também os feudos, entrando assim, em uma grande crise. Os feudos se decompõem, formando cidades e depois países (Os Estados Nacionais).

Entra a 3ª era (Idade Moderna - séc XV ao XVIII d.C). Os países formados após o desaparecimento dos feudos foram em conseqüência da união de dois grupos: o Rei e a Burguesia.

O Rei mandava em tudo e tinha um grande poder, graças aos impostos que recebia. Com todo esse dinheiro nas mãos, o rei construía exércitos cada vez mais fortes, além de dar apoio político à Burguesia.

Em conseqüência dessa união, a Burguesia ficava cada vez mais rica e era ela quem dava apoio econômico aos Reis (através dos impostos).

Com o tempo, o Rei começou a atrapalhar a Burguesia, pois ele usava o poder para "sacaneá-la". A Burguesia ficava cada vez mais rica e independente, vendo o Rei como um perigo e um obstáculo ao seu progresso. Para acabar com o Absolutismo (poder total do Rei), foram realizadas cinco grandes revoluções burguesas:


Todas essas cinco revoluções tinham o mesmo objetivo: tirar o Rei do poder.

Com o fim do Absolutismo, entra a Idade Contemporânea (séc. XVIII até os dias de hoje), surgindo um novo tipo de Estado, o Estado de Direito, que é uma grande característica do modelo atual. A principal característica do Estado de Direito é: "Todos tem direitos iguais perante a constituição", percebendo assim, uma grande mudança no conceito de cidadania.

Por um lado, trata-se do mais avançado processo que a humanidade já conheceu, por outro lado, porém, surge o processo de exploração e dominação do capital.

A burguesia precisava do povo e o convencia de que todos estavam contra o Rei e lutando pela igualdade, surgindo assim, as primeiras constituições (Estado feito a serviço da Burguesia).

Acontece a grande contradição: cidadania X capitalismo. Cidadania é a participação de todos em busca de benefícios sociais e igualdade. Mas a sociedade capitalista se alimenta da pobreza. No capitalismo, a grande maioria não pode ter muito dinheiro, afinal, ser capitalista é ser um grande empresário (por exemplo). Se todos fossem capitalistas, o capitalismo acabaria, ninguém mais ia trabalhar, pois não existiriam mais operários (por exemplo).

Começaram a ocorrer greves (pressão) contra os capitalistas por parte dos trabalhadores, que visavam uma vida melhor e sem exploração no trabalho.

Da função de político, o homem passa para a função de consumidor, o que é alimentado de forma acentuada pela mídia. O homem que consome satisfaz as necessidades que outros impõem como necessárias para sua sobrevivência. Isso se mantém até os dias de hoje (idéia de consumo). Para mudar essas idéias, as pessoas devem criar seus próprios conceitos e a escola aparece como um fator fundamental.

Alguns pensadores e filósofos:


Para conhecer mais filósofos e pensadores, aprender tudo sobre filosofia, desde a Grécia Antiga até a filosofia moderna e contemporânea acesse o Mundo dos Filósofos - Filosofia Clássica, Moderna e Contemporânea.

Carta ao jovem

Caro jovem, não permita que a idéia de que somos desinteressados da realidade em que vivemos se prolifere: levante, lute e combata. Enquanto houver uma criança passando fome não se pode falar em felicidade e, muito menos, em cidadania. Conquiste seu título honroso de cidadão combatendo as atrocidades que hoje se alastram por cada canto de nossa sociedade. Através da cidadania é que iremos alcançar uma melhor qualidade de vida humana.

Referência Bibliográfica
http://www.webciencia.com

Postado por: Poliana Rodrigues dos Santos

domingo, 4 de março de 2012

Módulo 4 – Estado e Sociedade

A partir deste tema serão abordados vários assuntos durante os próximos dias. Confiram as postagens e contribuam com comentários para enriquecer o trabalho.
Por: Arine Rodrigues Alves